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Olá a todos..... Primeiramente obrigado pela visita ao blog, que possa contribuir de alguma maneira para o conhecimento de todos. Objetivo é falar um pouco de algumas patologias neurológicas e tratamentos fisioterapêuticos. Alguns texto foram retirado dá própria web. Toda críticas e elogios serão bem vindo! Obrigado, e boa leitura... "Conhecimento guardado é conhecimento morto"

Espasticidade

A espasticidade é um distúrbio freqüente nas lesões congênitas ou adquiridas do Sistema Nervoso Central (SNC) afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Pode ser causa de incapacidade por si só, afetando o sistema músculo esquelético e limitando a função motora normal. Inicialmente dificulta o posicionamento confortável do indivíduo, prejudica as tarefas de vida diária como alimentação, locomoção, transferência e os cuidados de higiene. Quando não tratada causa contraturas, rigidez, luxações, dor e deformidades.
A definição mais aceita da espasticidade é que se trata de uma desordem motora caracterizada pela hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento com exacerbação dos reflexos profundos e aumento do tônus muscular.
A espasticidade surge em situações clínicas tais como: acidente vascular cerebral, paralisia cerebral, lesões medulares, neoplasias, trauma crânio-encefálico, doenças heredo-degenerativas e desmielinizantes entre outras alterações do neurônio motor superior.
Na avaliação objetiva da espasticidade podemos utilizar indicadores quantitativos e qualitativos para identificar os padrões clínicos de disfunção. Os testes visam tanto a mensuração da espasticidade em si (tônus muscular), quanto a sua repercussão funcional.
  • Escala Modificada de Ashworth: é a escala mais amplamente utilizada na avaliação da espasticidade forma rápida nas diversas articulações.
  • Goniometria: mensurada pela medida do arco de movimento articular.
  • Marcha: nos pacientes deambuladores pode ser avaliada desde uma observação clínica até as formas mais detalhadas como o laboratório de marcha. Outro instrumento utilizado no laboratório de marcha é a eletromiografia dinâmica.
  • Testes de avaliação das habilidades do membro superior e da dinamometria da preensão.
  • Medida da independência funcional (MIF): para demonstrar as alterações das habilidades nas atividades de vida diária.
  • Índice de Barthel, também é um método quantitativo de avaliação do grau de independência nas atividades de vida diária.
  • Escala Visual de Analogia de Dor. Nos pacientes em que a espasticidade produz dor é uma medida válida para quantificá-la.
  • Avaliação quantitativa da Força Muscular: pode-se utilizar o teste de força muscular ou miometria com dinamômetros manuais.

Espasticidade: Princípios de tratamento

Há evidencias que autorizem citar quatro princípios que devem ser levados em consideração no tratamento da espasticidade.

  • Não existe um tratamento de cura definitiva da lesão
  • O tratamento é multifatorial visando diminuição da incapacidade
  • O tratamento deve estar inserido dentro de um programa de reabilitação
  • O tempo de tratamento deve ser baseado na evolução funcional

Medicina Física Aplicada na Terapêutica da Espasticidade

O tratamento da espasticidade através de recursos da medicina física não deve ser limitado a um número determinado de sessões e sim baseado em evidências objetivas da evolução da capacidade funcional. A utilização dessas modalidades terapêuticas deve estar inserida dentro de um programa com metas e objetivos definidos.

Crioterapia

Calor
O efeito fisiológico do calor na espasticidade é controverso.

Cinesioterapia
A cinesioterapia é uma modalidade terapêutica de consenso na literatura para o controle da espasticidade. É utilizada em todas as fases do quadro clínico que gera a espasticidade sendo à base da reabilitação. A cinesioterapia atua na prevenção de incapacidades secundárias e na reeducação neuromotora .

Mecanoterapia
É o uso de equipamentos para a realização de atividades cinesioterápicas.

Biofeedback (Técnica de Retroalimentação).

Estimulação Elétrica Funcional
A FES é indicada na espasticidade leve a moderada, independente do tempo de lesão, com melhores resultados nas lesões corticais. Na lesão medular os melhores resultados são observados nas lesões incompletas.

Órteses
Órteses são dispositivos que no controle da espasticidade são utilizadas para posicionamento e funcionalidade.
As órteses podem ser indicadas em todas as fases do processo de reabilitação. Devem ser modificadas, substituídas ou adaptadas conforme a idade, demanda funcional e evolução do quadro. A indicação e o uso adequados das órteses convencionais e elétricas melhora a relação do custo benefício dos programas de reabilitação, reduz o risco de complicações e a necessidade de intervenções cirúrgicas.

Outras formas Terapêuticas
Estudos observacionais de outras modalidades de tratamento como a hidroterapia e a equoterapia tem mostrado resultados iniciais satisfatórios.

Tratamento medicamentoso

Procedimentos sistêmicos
Existem no mercado hoje diversos medicamentos utilizados para o relaxamento muscular.
Os agentes farmacológicos mais utilizados são: Baclofen, Benzodiazepínicos, Dantrolene sódico, Clonidina e Tizanidina.

Procedimentos locais e regionais
Os tratamentos locais e regionais são representados por neurólises químicas. Estes são procedimentos realizados pelo médico, onde se injeta medicamento específico sobre os nervos ou sobre os músculos (B).

Neurólise com Fenol
O fenol acarreta uma axoniotmese química, destruindo a bainha de mielina das fibras, com preservação do tubo endoneural, diminuindo o tônus muscular.
Os procedimentos com o fenol são indicados na neurólise de nervos motores. Em caso de nervos mistos esta interrupção pode gerar um estímulo nociceptivo interpretado na forma de dor no território denervado. A incidência de disestesia é de 10-30%.

Neurólise por toxina botulínica
A neurotoxina mais empregada clinicamente é a toxina botulínica tipo A (TBA). Esta toxina atua bloqueando a liberação da acetilcolina na terminação pré-sináptica.
Os efeitos iniciais da TBA podem ser observados entre o 3º e o 10º dia após a aplicação.

Texto retirado do Consenso Nacional sobre Espasticidade realizado pela Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (SBMFR).

11 comentários:

  1. ola,Meu nome e' Lilian e tenho uma filha com 1 ano e 10 meses que tem PC, quadriparesia espastica, comprometimento maior inferior lado direito. Ela parece que tem as pernas bem retraidas e esta usando orteses nos pes. minha duvida e':
    1) Existe um lugar no RJ que posso avaliar o grau da sua espasticidade.
    2) Com quantos anos ja pode comecar a colocar botox na perna para deixar os musculos relaxados?
    3) essa espasticidade pode diminuir ou aumentar ao longo da vida? com o Botox pode ser diminuida para sempre ou sempre deve se aplicar botox?

    meu email : lilibeleza@hotmail.com

    Se puder me responder ficarei muito grata.

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  2. Sou portador de sequelas de PC. Tenho procurado um lugar para no Rio de Janeiro para realizar o Laboratório de Marcha, mas não tenho conseugido sorte. Poderia me indicar algum lugar no Rio de Janeiro em que eu consiga realizar tal exame?

    Agradeço desde já,

    Nathan - natan_dc@oi.com.br

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  3. Oi
    Seu blog é muito bom, parabéns!
    Estamos sofrendo os efeitos da Pc na pele.
    Já tentamos fisioterapia, hidroterapia, cirurgia e Botox.
    Os profissionais sempre diziam que a Pc não dói e não progride. Mas não é isto que está parecendo para nós.
    Min ha filha tem 17 anos, é linda e inteligente, neste últimos dois anos, passou muita dor, ficou em cadeira de rodas, repetiu de ano na escola e agora, não está conseguindo escrever.
    Já fizemos vários exames para descartar outras doenças, como EM. Ela não tem, mas continua sentindo dores, tem tremores de intenção e agora não está conseguindo digitar.
    Ela é linda e inteligente, fala idiomas, faz design gráfico e é muito ativa.
    Eu estou extremamente preocupada. Não sei o que fazer!

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  4. Olá Edna, procura por um Terapeuta Ocupacional, é o profissional adequado a te orientar e avaliar a sua filha em questões funcionais; Até mesmo se for necessário a utilização de tecnologia assistiva é o profissional habilitado para tal.

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  5. Olá Rafael, amei seu blog, muito interessante, sou estudante de fisioterapia 1° semestre na Universidade UNG,estou fazendo um seminário sobre o assunto ELA, mas estou tentando entender uma frase, mas não estou conseguindo, será que você poderia me ajudar?
    O artigo se chama Reabilitação física na Esclerose Lateral Amiotrófica.
    O que eu não entendi é o seguinte: Atentar aos profissionais de saúde engajados com a reabilitação física, sobre os riscos existentes no tratamento de pacientes com ELA no que diz respeito ao uso excessivo ou a atrofia por desuso.
    Diz a respeito de uso excessivo ou atrofia por desuso: uso excessivo do que? e atrofia por desuso do que?
    Preciso apresentar o trabalho em cima deste artigo, mas não entendendo a frase não posso passar uma explicação com firmeza, desde já agradeço a atenção, mesmo que não possa me ajudar, mas agradeço pelo blog que ajudará muito em meus trabalhos.
    marcealycan13@gmail.com.
    www.marcelalycan.blogspot.com

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  6. FUI ACONSELHADO POR UMA PROFISSIONAL A PESQUISAR SOBRE A INJEÇÃO DE BOTOX, POR DESCONFIANÇA DE ESPASTICIDADE.
    ESSA DISCUSSÃO VEIO COM OS EXERCÍCIOS DE RPG, ONDE NOTAMOS, TAL TRAVAMENTO DA MUSCULATURA DO CIATICO, ONDE AO TRACIONARMOS O LOCAL, IMAGINAMOS A DOR DO ESTICAMENTO.
    EM MIM, NÃO ACONTECE,NÃO SINTO DORES,SINTO A SENSAÇÃO DE ALÍVIO, APÓS O RPG.
    SOU EX-ATLETA E AOS 54 ANOS, IMAGINEI JOGAR MEU FUTEBOL COM AMIGOS.
    NÃO CONSIGO, HÁ CONTUSÕES ATÉ COM O PESO DA BOLA, PRINCIPALMENTE, NO NERVO CIÁTICO, IMAGINO, SINTO CERTO PESO EXCESSIVO NAS PERNAS, QUE SÃO AINDA MUSCULOSAS, DEVIDO A PRÁTICA DO FUTEBOL POR VÁRIOS ANOS.
    É REALMENTE O CASO DE APLICAR BOTOX, ME CONDICIONAR E VOLTAR A JOGAR, COM ESSA TÉCNICA?

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  7. Boa tarde; gostaria de que tu me indicasse um medicamento eficaz, pra dor causada pela espasticidade, nas costas; de repente, tu vai me indicar toxina butolínica; e eu te digo, que aplico de tempos em tempos; preciso de um remédio eficaz pra dor; falei com o médico; e o que ele me disse; qualquer remédio pra dor; mas eu gostaria que me indicasse algum. Valeu

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  8. Olá, meu filho tem 1 ano tem espasticidade grau 3,macha cruzada,oq posso fazer em casa para ele melhorar?meu Ismail:dorinhaviana@hotmail.com
    Por favor me dêem uma resposta

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  9. Olá, meu filho tem 1 ano tem espasticidade grau 3,macha cruzada,oq posso fazer em casa para ele melhorar?meu Ismail:dorinhaviana@hotmail.com
    Por favor me dêem uma resposta

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    1. Oi vc tem face queria tirar umas duvidas minha filha de um ano e um mês e estar sendo investigada com quadriparesia espastica. Queria saber como e o desenvolvimento do seu filho

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  10. Olá boa tarde?
    Tenho uma filha de uma ano e um mês e estar sendo investigada quadriparesia espástica. Queria saber um pouco sobre o desenvolvimento de uma criança espástica, por favor me reponda email 📧 anapaulaaraujomoa22@hotmail.com

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