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Olá a todos..... Primeiramente obrigado pela visita ao blog, que possa contribuir de alguma maneira para o conhecimento de todos. Objetivo é falar um pouco de algumas patologias neurológicas e tratamentos fisioterapêuticos. Alguns texto foram retirado dá própria web. Toda críticas e elogios serão bem vindo! Obrigado, e boa leitura... "Conhecimento guardado é conhecimento morto"

Doença de Parkinson


A Doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez por James Parkinson, em 1817; sua patologia foi definida cerca de cem anos depois, e o tratamento sofreu uma revolução nos anos 60, com a introdução do fármaco levodopa.

A doença de Parkinson é uma doença progressiva e crônica do sistema nervoso, envolvendo os gânglios da base e resultando em perturbações no tônus, posturas anormais e movimentos involuntários.

As estatísticas disponíveis revelam que a prevalência da doença de Parkinson na população é de 150 a 200 casos por 100.000 habitantes e a cada ano surgem 20 novos casos por 100.000 habitantes.

A doença de Parkinson é um dos distúrbios do movimento mais encontrados na população idosa, representando até 2/3 dos pacientes que visitam os grandes centros de distúrbios do movimento em todo o mundo.

Os sintomas motores mais comuns são: tremor, rigidez muscular, acinesia e alterações posturais. Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, tais como: comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo.

Fisiopatologia

Clinicamente, o paciente em geral exibe alguma combinação de três sinais clássicos: rigidez, bradicinesia e tremor. O aparecimento destes sinais supostamente tem origem neuroquímica, sendo causado pela deficiência do neurotransmissor dopamina no corpo estriado. Esta deficiência é secundária a uma degeneração dos neurônios da substancia negra, que remete seus axônios para o núcleo caudado e putâmen. Podem ocorrer alterações significativas nos receptores de dopamina no corpo estriado, resultando numa queda nas ligações de dopamina nos núcleos da base. A quebra das sinapses dopaminérgicas resulta num desequilíbrio nos sistemas mutuamente antagonistas dos gânglios da base. O sistema colinérgico, atuando através do seu neurotransmissor acetilcolina, teoricamente permite a atividade dos interneurônios de axônios curtos do corpo estriado, e acredita-se que o sistema dopaminérgico propicie a inibição tônica destes interneurônios colinérgicos.

Quando há carência de dopamina, a excessiva resposta excitatória resulta numa ativação generalizada dos sistemas motores esquelético e intrafusal por meio dos tratos corticoespinhal, reticuloespinhal e rubroespinhal. A deficiência de dopamina pode estar subjacente ao surgimento da rigidez e da bradicinesia. A produção de tremor também pode estar relacionada aos níveis reduzidos de serotonina encontrados nos gânglios da base. Isto explica porque as medicações à base de levodopa ou, mais comumente, de sinemet, usadas para a manutenção dos níveis de dopamina no corpo estriado de pacientes com parkinsonismo são mais efetivas em grandes doses no alívio da rigidez e bradicinesia, do que para o tremor.

Etiologia

Existem múltiplos fatores que se somam: fatores genéticos, ambientais e do envelhecimento.Dentre os vários mecanismos possivelmente implicados na degeneração celular da Doença de Parkinson, estudos destacam os seguintes: ação de neurotoxinas ambientais, produção de radicais livres; anormalidades mitocrondiais, predisposição genética e envelhecimento cerebral.

A doença de Parkinson é uma condição crônica. A evolução dos sintomas é usualmente lenta mas é variável em cada caso. A doença de Parkinson é a forma mais freqüente de parkinsonismo. O termo parkinsonismo refere-se a um grupo de doenças que podem ter várias causas e que apresentam em comum os sintomas descritos acima em combinações variáveis, associados ou não a outras manifestações neurológicas. A doença de Parkinson é também chamada de parkinsonismo primário porque é uma doença para a qual nenhuma causa conhecida foi identificada. Por outro lado, diz-se que um parkinsonismo é secundário naqueles casos em que uma causa pode ser identificada. Cerca de 75% de todas as formas de parkinsonismo correspondem à forma primária.

A causa da DP é desconhecida, mas existem alguns tipos de parkinsonismo. Esses são o mais comuns, que serão citados devido a sua classificação: A Doença de Parkinson é classificada como:

a) Parkinsonismo idiopático: este grupo inclui a Doença de Parkinson verdadeira, ou paralisia agitante, sendo a forma mais freqüente entre as pessoas de meia-idade ou idosas;

b) Parkinsonismo pós-infeccioso (parkinsonismo pós-encefálico): este tipo de parkinsonismo , segundo se teoriza, é causado por encefalite viral, sendo atualmente pouco freqüente;

c) Parkinsonismo tóxico: sintomas parkinsonianos ocorrem em indivíduos expostos a alguns venenos industriais, agentes químicos, e algumas drogas;

d) Parkinsonismo arteriosclerótico (parkinsonismo vascular): o envolvimento arteriosclerótico e o infarto do tronco cerebral envolvendo a substância negra, os tratos nigroestriais, ou gânglios de base, também podem gerar sintomas de parkinsonismo;

e) Parkinsonismo atípico: este representa um grupo de várias patologias, onde é muito comum haver uma síndrome parkinsoniana associada a outras anormalidades neurológicas.

Sintomas iniciais

Os primeiros sintomas da doença de Parkinson têm início de modo quase imperceptível o que faz com que o próprio paciente não consiga identificar o início preciso das primeiras manifestações. Muitas vezes, amigos ou familiares são os primeiros a notar as primeiras mudanças. O primeiro sinal pode ser um ou mais dos seguintes:

* sensação de cansaço ou mal-estar no fim do dia

* caligrafia menos legível ou com tamanho diminuído

* fala monótona e menos articulada

* depressão ou isolamento sem motivo aparente

* lapsos de memória, dificuldade de concentração e irritabilidade

* dores musculares, principalmente na região lombar

* um dos braços ou uma perna movimenta-se menos do que a do outro lado

* a expressão facial perde a espontaneidade

* diminuição da freqüência dos pisos movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece por mais tempo em uma mesma posiçãocamentos

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: SINTOMAS MOTORES

TREMOR

É o sintoma mais freqüente e o que mais chama a atenção embora não seja o mais incapacitante. Para a maioria dos pacientes, o tremor é o principal motivo que os leva a procurar, pela primeira vez, ajuda médica. O tremor apresenta-se de forma característica: é rítmico, relativamente lento quando comparado com outros tipos de tremor (4 a 7 ciclos por segundo) e ocorre principalmente quando o membro está em repouso. Quando o paciente movimenta um membro, o tremor ali presente cessa de imediato para retornar logo após o fim do movimento. No início da doença, o tremor ocorre em um lado e assim permanece por períodos variáveis de tempo. Após algum tempo, o outro lado também é acometido podendo aparecer na cabeça, mandíbula, lábio, queixo e nos membros inferiores. Situações de estresse emocional ou a sensação de ser observado aumentam visivelmente a intensidade do tremor. Por outro lado, durante estado de relaxamento ou durante o sono, o tremor desaparece por completo.

RIGIDEZ

A rigidez muscular decorre do aumento da resistência que os músculos oferecem quando um segmento do corpo é deslocado passivamente. Em outras palavras: para cada grupo de músculos existem outros que possuem atividade oposta, chamados músculos antagonistas. Dessa forma, quando um músculo é ativado para realizar determinado movimento, em condições normais seu antagonista é inibido para facilitar esse movimento. Na doença de Parkinson, essa inibição não é feita de modo eficaz pois alguns comandos originados do cérebro chegam aos músculos de modo alterado. Como conseqüência, os músculos tornam-se mais tensos e contraídos e o paciente sente-se rígido e com pouca mobilidade. Quando determinado membro é deslocado passivamente pelo examinador, pode-se sentir, superpostos à rigidez, curtos períodos de liberação rítmicos e intermitentes, fenômeno que recebe o nome de sinal da roda denteada.

ACINESIA E BRADICINESIA

O termo acinesia refere-se à redução da quantidade de movimento enquanto que bradicinesia significa lentidão na execução do movimento. O paciente apresenta redução da movimentação espontânea em todas as esferas. A mímica facial torna-se menos expressiva, transmitindo com menor intensidade sentimentos e emoções que, por sua vez, mantém-se preservados. A caligrafia torna-se menos legível e de tamanho reduzido, fenômeno conhecido por micrografia. As atividades diárias, antes realizadas com rapidez e desembaraço, são agora realizadas com vagar e à custa de muito esforço. O paciente anda com passos mais lentos e pode apresentar alguma dificuldade para equilibrar-se. A postura geral do paciente modifica-se: existe predominância dos músculos flexores de modo que a cabeça permanece fletida sobre o tronco, este sobre o abdômen e os membros superiores são mantidos ligeiramente à frente com os antebraços fletidos na altura do cotovelo.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: SINTOMAS NÃO MOTORES

Além dos sintomas motores, muitas outras manifestações podem ocorrer e podem ser tratadas com medicação apropriada. A intensidade desses sintomas é variável em cada caso e podem ou não aparecer em determinado paciente. Entretanto, em alguns casos, constituem motivo de grande desconforto e não devem ser deixados de lado pois sua resolução muitas vezes é possível com medidas médicas adequadas. Alguns desses sintomas serão descritos a seguir.

DEPRESSÃO

Sintomas depressivos ocorrem em 40-50% dos pacientes parkinsonianos. Embora considerada como reativa a uma condição que limita a atividade normal, pacientes com doença de Parkinson costumam ter depressão mais freqüentemente se comparados a pacientes portadores de outras doenças ainda mais incapacitantes. Além disso, em número considerável de casos, a depressão inicia-se antes mesmo do aparecimento dos sintomas clássicos, em um momento em que não há qualquer evidência de incapacidade.

Em alguns pacientes, a depressão pode se acompanhar de ansiedade e, mais raramente, de episódios de agitação. A intensidade dos sintomas depressivos pode variar desde quadros leves até aqueles mais graves em que a depressão torna-se o sintoma mais importante e um dos fatores determinantes de incapacidade. Nesses casos, o tratamento específico com medicamentos antidepressivos é fundamental para o controle dos sintomas.

Alterações emocionais também são comuns. Pacientes podem sentir-se inseguros e temerosos quando submetidos a alguma situação nova. Podem evitar sair ou viajar e muitos tendem a retrair-se e evitar contatos sociais. Alguns perdem a motivação e tornam-se excessivamente dependentes dos familiares.

DISTÚRBIOS DO SONO

Constituem um dos problemas mais comuns. Compreendem uma ampla gama de sintomas que incluem: dificuldade em conciliar o sono, freqüentes despertares durante a noite, sonhos "reais" (em que o paciente tem dificuldade em distinguir o sonho da realidade) e pesadelos. Uma das observações mais comuns é a inversão do ciclo vigília-sono em que o paciente "troca o dia pela noite". Esse fenômeno ocorre lentamente como resultado de uma combinação de fatores (que incluem freqüentes cochilos durante o dia e dificuldade progressiva para dormir à noite) que se auto-perpetuam e culminam em importante inversão do ciclo. Outras vezes, ocorrem movimentos bruscos (pequenos pulos ou movimentos rápidos com os membros) chamados mioclonias que podem ser normais quando ocorrem raramente. Na doença de Parkinson, essa mioclonias podem ser mais freqüentes e intensas e acordar o cônjuge e mesmo o próprio paciente.

O tratamento dos vários distúrbios do sono vai depender de uma série de fatores como idade, tipo específico de sintoma e o quadro clínico do paciente. Medicamentos indutores do sono ou antidepressivos (lembre-se de que a depressão é uma das causas de insônia) podem ser usados. A levodopa, ao mesmo tempo em que pode melhorar a qualidade do sono, por proporcionar maior mobilidade, pode ser um dos fatores na produção de mioclonias e sonhos "reais".

DISTÚRBIOS COGNITIVOS

A maior parte dos pacientes com doença de Parkinson não apresenta declínio intelectual. Isso significa que a capacidade de raciocínio, percepção e julgamento encontram-se intactas. Entretanto, alguns pacientes relatam dificuldades com a memória (geralmente na forma de "brancos" momentâneos), cálculos e em atividades que requerem orientação espacial. Tais alterações podem ocorrer em qualquer estágio da doença mas tendem a ser mais intensas nas fases mais adiantadas e nos pacientes mais idosos. Por outro lado, demência franca pode ocorrer em cerca de 20% dos pacientes mas, quando ocorre no início da doença, deve-se levar em conta a possibilidade de outros diagnósticos que não a doença de Parkinson.

Muitas vezes, a própria medicação antiparkinsoniana pode contribuir para a produção de alterações mentais. Por exemplo, os anticolinérgicos (grupo de drogas ainda largamente usado principalmente contra o tremor) podem resultar em distúrbios de memória e, em casos mais graves, confusão mental e alucinações. Esses sintomas ocorrem mais freqüentemente em pacientes mais idosos que, em geral, não devem fazer uso desse tipo de medicação. A própria levodopa, bem como os agonistas da dopamina e a amantadina também podem, em alguns casos, desencadear reações semelhantes. Felizmente, todos esses sintomas desaparecem quando o medicamente é suspenso ou as doses são reduzidas.

DISTÚRBIOS DA FALA

A doença de Parkinson, em virtude da localização predominantemente subcortical do processo degenerativo, não produz alterações da linguagem no que diz respeito aos mecanismos de expressão e compreensão da palavra falada e/ou escrita. Dessa forma, as afasias não fazem parte do rol de sintomas que podem acometer o parkinsoniano. Além disso, alguns pacientes podem não apresentar qualquer alteração da fala, seja em relação ao volume de emissão da voz ou à entonação e melodia do fraseado.

Em outros, entretanto, a fala pode estar afetada de modo característico. Tais alterações podem ocorrer no início da doença mas raramente constituem o primeiro sintoma. A primeira manifestação é percebida geralmente por amigos ou familiares que referem dificuldade na compreensão da palavra falada, principalmente ao telefone. A voz torna-se mais fraca, o volume de voz diminui e pode haver certa rouquidão.


Dificuldade na articulação constitui sintoma freqüente em todas as fases da doença, mas pode ser bastante incapacitante nas fases mais avançadas, ou naqueles pacientes nos quais a voz é mais exigida como professores e atores, por exemplo.


Outra característica marcante é o que se denomina fala monótona: as frases são emitidas de modo constante, pausado, com a perda da entonação e cadência naturais que conferem à fala sua musicalidade e capacidade de expressão emocional.


Alguns pacientes tendem a acelerar o ritmo da fala de modo a encurtar o tempo de emissão de uma frase, embaralhando as palavras e dificultando sua compreensão. A essa alteração do ritmo pode-se associar a palilalia, que consiste na repetição de uma sílaba ou palavra uma ou várias vezes, no meio ou no fim de uma frase. Outros pacientes, por sua vez, apresentam significativa redução da velocidade da fala.

Embora a medicação antiparkinsoniana possa reverter algumas dessas dificuldades, a terapia de voz resulta em evidente benefício e deve ser estimulada.

SIALORRÉIA

Ao contrário do que antes se imaginava, o acúmulo de saliva na boca não decorre de aumento de produção de saliva (embora em alguns pacientes isso possa ocorrer) mas de maior dificuldade em degluti-la. Em condições normais, engole-se saliva automaticamente à medida que vai sendo produzida. Na doença de Parkinson, esse comportamento motor automático (assim como vários outros) deixa de ser realizado, o que leva a acúmulo de saliva, que pode escorrer pelo canto da boca. Medicações anticolinérgicas (que inibem a acetilcolina) costumam ser benéficas nesses casos.

DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS

Dificuldade para respirar ou falta de ar após pequenos esforços podem ser sinais de comprometimento cardíaco ou pulmonar. Entretanto, esses mesmos sintomas podem ocorrer como resultado de rigidez e/ou acinesia dos músculos da parede torácica que dificultam a expansão dos pulmões. Nesses casos, um ajuste da medicação antiparkinsoniana deve melhorar o problema.

Por outro lado, a própria levodopa pode causar movimentos anormais nos músculos respiratórios e causar desconforto semelhante, geralmente acompanhado de ruídos respiratórios. Esses sintomas são controlados com pequenas reduções nas doses de levodopa.

DIFICULDADES URINÁRIAS

Podem ocorrer disfunções urinárias como resultado da própria doença ou pela ação de alguns medicamentos. A parede da bexiga pode tornar-se rígida e sua contrações são mais lentas. Medicamentos anticolinérgicos podem precipitar dificuldades urinárias ou agravar disfunções preexistentes.

Podem aparecer de várias formas: urgência urinária (necessidade imperiosa de urinar, muitas vezes sem tempo de chegar ao banheiro), freqüência aumentada de micções, esvaziamento incompleto da bexiga ou dificuldade em iniciar a micção. Patologias locais próprias de idade mais avançada, tais como, aumento da próstata no sexo masculino e flacidez dos músculos pélvicos no sexo feminino, podem contribuir para agravar esses sintomas.

TONTURA E QUEDA DE PRESSÃO ARTERIAL

Sensação de cabeça vazia ou de tonturas vagas, geralmente associada a escurecimento visual quando o paciente se levanta podem ser sinais de queda de pressão arterial dependente da postura (a que se dá o nome de hipotensão ortostática ou hipotensão postural). Existem várias causas para o seu aparecimento e as principais são:

efeito de medicamentos (levodopa, agonistas da dopamina, alguns antidepressivos, tranqüilizantes, antihipertensivos, diuréticos

desidratação (principalmente em pacientes mais idosos), diabetes e estados de desnutrição

doença cardíaca associada

ação da própria doença de Parkinson
O tratamento da hipotensão postural vai depender da(s) causa(s) específica(s) que for(em) diagnosticada(s). Se houver suspeita de que algum determinado medicamento possa ser a causa, sua dose deve ser reduzida ou o medicamento suspenso. A suplementação de sal na dieta e o uso de medicamentos específicos para evitar quedas importantes da pressão costumam dar bons resultados.

DORES E OUTRAS SENSAÇÕES ANORMAIS

A doença de Parkinson é uma afecção essencialmente motora. Entretanto, é comum o aparecimento de dores musculares em várias regiões do corpo. As áreas mais afetadas são os ombros, braços, membros inferiores e região lombar. Muitas vezes o sintoma que mais incomoda é uma sensação de fadiga muscular que piora em determinadas posições. A explicação mais comum leva em conta a ação do tremor e da rigidez que resultam em aumento da atividade muscular. Por outro lado, essas sensações dolorosas podem ocorrer mesmo quando os sintomas motores são mínimos - o que sugere a existência de outros mecanismos envolvidos. Em alguns casos, sensações dolorosas podem se manifestar meses antes do aparecimento dos primeiros sintomas.

Uma das formas mais conhecidas de sintomas dolorosos na doença de Parkinson são as câimbras. Câimbras nos pés ocorrem geralmente pela manhã (câimbras matinais) ou durante a noite - o que pode acordar o paciente. Câimbras nos pés podem também aparecer durante o caminhar e dificultar a marcha pois os músculos da panturrilha e dos pés entram em espasmo e curvam o pé em arco, com os artelhos em garra. Em alguns pacientes, câimbras nos pés durante o caminhar podem constituir os primeiros sintomas da doença. Mais raro é o aparecimento de câimbras em uma ou ambas as mãos, principalmente durante a realização de movimentos finos.

Alguns pacientes relatam dores musculares na região do ombro e do pescoço, ou mesmo dores de cabeça, relacionadas à rigidez da musculatura cervical. Mais comum é a queixa de dor lombar em pacientes que apresentam alterações posturais com flexão do tronco para a frente. São dores geralmente relacionadas à posição, uma vez que melhoram quando o paciente procura assumir postura mais ereta e tendem a piorar enquanto sentado.

Além das dores musculares, outras sensações desagradáveis podem ocorrer. Sensações de frio em uma ou mais extremidades podem ser muito incômodas. Acometem geralmente os pés ou as mãos mas podem ser internas - geralmente associadas ao trato gastrintestinal. Mais comum é a sensação de calor ou queimação em uma ou mais extremidades ou mesmo referidas como sendo no esôfago ou estômago. As sensações térmicas anormais são variáveis em um mesmo paciente e podem desaparecer por longos períodos de tempo. Geralmente são mais intensas nos períodos em que os sintomas motores também estão piores.

Os mecanismos envolvidos na produção de dor e sensações térmicas anormais em pacientes parkinsonianos não são totalmente conhecidos. De modo geral não há necessidade de medicação analgésica. Quando relacionadas a flutuações motoras, podem responder ao ajuste da medicação antiparkinsoniana. Dores musculares relacionadas a alterações da postura melhoram com fisioterapia e reeducação postural. Câimbras matinais nos pés podem ser controladas com o uso de levodopa de liberação lenta ou com injeções locais de toxina botulínica.

TRATAMENTOS

Tratamento farmacológico

O tratamento da doença de Parkinson com medicamentos, leva em conta as alterações bioquímicas que ocorrem no cérebro dos pacientes. As células atingidas pela enfermidade produzem a dopamina, uma substância muito importante para o funcionamento de áreas motoras cerebrais. Ela, quando diminuída, produz um desequilíbrio bioquímico nas áreas afetadas, com aumento da atividade de outro sistema químico, chamado colinérgico. Desse desequilíbrio originam-se grande parte dos sintomas parkinsonianos, apesar de haver outras alterações químicas na doença.

Medicamentos que aumentem a atividade dopaminérgica (que está diminuída) ou que diminuam a atividade colinérgica (que está aumentada) podem ser de utilidade.

Esses remédios podem ser usados isoladamente ou em associação, dependendo da estratégia que o médico deseja manter em cada fase da enfermidade. Essa estratégia, que se constitui na parte mais importante do tratamento, deverá ser definida pelo médico, em função de cada paciente.

A automedicação, sem a orientação do médico assistente, poderá acarretar sérios problemas em função da peculiaridade da ação e dos efeitos colaterais das drogas apresentadas.

Tratamento Fisioterapêutico

Embora a terapia farmacológica seja base do tratamento, a fisioterapia também é muito importante. Ela envolve os pacientes em seu próprio atendimento, promove o exercício, mantém ativos os músculos e preserva a mobilidade. Esta abordagem é particularmente benéfica quando o parkinsonismo avança, porque muitos pacientes tendem a permanecer sentados e inativos.

O tratamento consiste em treinamento das atividades mais difíceis de serem excutadas por cada pessoa, também é trabalhado a manutenção ou melhora das condições musculares, através de exercícios de alongamento e fortalecimentos globais, além de exercícios posturais e de equilíbrio, todos eles associados a movimentos respiratórios, oferecendo ao paciente condições ideais ou próximas disso, para que possa realizar atividades mais facilmente. Em relação aos objetivos fisioterapêuticos, de maneira geral, é importante manter ou melhorar a amplitude de movimento em todas as articulações; retardar o surgimento de contraturas e deformidades; retardar a atrofia por desuso e a fraqueza muscular; promover e incrementar o funcionamento motor e a mobilidade; incrementar o padrão da marcha; melhorar as condições respiratórias, a expansibilidade pulmonar e a mobilidade torácica; manter ou aumentar a independência funcional nas atividades de vida diária; melhorar a auto-estima .

36 comentários:

  1. Tenho parkinson +ou- 15 anoa tenho 56 de idade senti e ainda sinto todos esses sintomas relatados acima e + alguns, nâo tenho sono nem de dddia nem de noite só apago umas 3hs + ou - quando tomo Triptanol - Akineton e Prolopa, senãoo for assim o olho não fecha e a mente é acesissima, qdo tomoa selegelina (de dia ) aí é que fico pilhada,, se deito sem ssono é insuportável sofr pra me virar na cama(pareçouma pedra) agitação nas pernas, dedos dos pés em mgarra, caimbra na panturrilha e até na coxa já senti, se me dobrar dá caimbra abaixo dos seios,pescoço é duro,pareço um robokp!Alterno com frio nas extremidades e calor noo corpo todo, perco o o equilibrio(pra trás) sentia muitas dores nos musculos exteriores do corpo,era qdo ocrreeu a atrofia desses musculos, agora que já atrofiaram a dor passou e aumentou o desequilibrio, minha neuro diz que é processode denervação,diz que não posso tomar muito o levodopa (que vai perder o efeito) tomo quando preciso me locomover, é como minha bateria, pergunto então: como vou fazer fsioterapia,se sou movida as drogas do Parkinson?O fisiatra me disse que no pk a fisio não vai ressuscitar nem parar a progressão do enfraquecimento(atrofia muscular) que sem dopamina os musculos enrrijecem fazendo ou não exercicios! Já sofri fratura nos dois pés(um de caa vez- por tombos)Tenho mêdo de sair e tropeçar de novo, ou ser empurrada, só saio de casa qdo não tem + geito, fui aposentada por invalidez permanente. Tem geito essa rigidez tenebrosa?Sinto muitas dores...Sofro muitocom efeitos colaterais dos remédios.

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  2. Olá, bom... a primeira questão nos pacientes de Parkinson é se ter uma atenção especial na questão emocional. Como lidar diante de uma doença crônica e limitante, e logo se instala um quadro de depressão, que merece muita atenção. O apoio da família é muito importante nesta hora, porém o seu esforço também é muito importante.

    A Rigidez e o tremor são tratado com uso de medicamentos sua neurologista vai te ajudar, diz o que mais te atrapalha, se é rigidez ou o tremor..

    Porém já na bradicinesia é a fisioterapia que irá atuar, indispensável. O trabalho do fisioterapeuta é ganhar amplitude nos seus movimentos, exercícios que trabalhe seqüências de movimento (ex. abotoar um blusa, vestir um casaco, andar passando por obstáculos).

    Sim a dopamina indiretamente pode ocorrer a hipotrofia da musculatura, porém a falta de
    movimento contribuirá muito mais para essa hipotrofia. Ficar parado não é bom! Nossas articulações tem um líquido chamado sínovial, que é produzido pelo movimento, a diminuição deste liquido causa uma degeneração articular causando dor (dor por imobilidade), mais um motivo para se movimentar. Exercícios também ajudam na osteoporose que pode ser um dos motivos de suas fraturas. Falta de exercícios = fraqueza muscular = queda = fratura...

    O trabalho fisioterapeutico tem que ser bem direcionado não é um simples “pega, estica e puxa” (rsrs) mas direcionado pela clínica que o Parkinson apresenta. Alongamento só não basta, exercícios ativos e amplos é um bom começo. Podendo até melhora a qualidade de seu sono!!

    Portanto.. movimente-se.. com orientação de um bom profissional fisioterapeuta!!

    Dr. Rafael Fontenelle

    Qualquer dúvida pode me mandar email: rafaelfontenelle@hotmail.com

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  3. Meu pai tem 68 anos e Mal de Parkinson diagnosticado há seis anos, e há um mês tem sentido dificuldades para respirar.

    Não sabia que essa doença poderia ser causada por produtos tóxicos e, lendo o texto postado, me despertou a lembrança de que meu pai teve forte alergia e até hoje tem rachaduras nos pés, em função de contato que teve com produtos como cloro e ácido.
    Gostaria de saber se isso pode ter sido a causa e se pode levar a um tratamento diferente.

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  4. Minha mãe tem mal de parckinson há 14 anos, meu avô sofreu por 18 anos o mesmo mal, minha mãe desde que me lembro, sentia sempre muitas dores crônicas, antes de detectada a doença. Eu sinto muita dor, forte, que tevee vezes de chorar de dor de cabeça, ombros, pescoço euma dor que vem de baixo do calcanhar até o pescoço, também sinto, principalemtne durante a noite ,em algumas vezes adormeçer minha cabeça, geralmente do lado esquerdo, de tanta dor..fui em varios médicos, neurologista, ortopedista, clinico geral, ginecologista, explico isso tudo que sinto, e faço exames e não dá nada, me falam que tenho que fazer exercício, perguntei a neuro se o malde parckinson é hereditário, devido na minha família ter dois casos que conheço, e a médica me disse que não seria hereditário, mas não me convenceu. Realmente não faço exercicios fisicos, não tenho tempo, trabalho de mais, me preocupo o tempo todo como o futuro dos meus filhos etc. mas mesmo assim tenho essas dores desde que me entendo por gente, só que com o tempo está aumentando a dor. Dr. no meu caso tenho mais chances de ter o mal de parckson? e como faço pra detectar com certeza e inicar desde agora um tratamento?
    Minha mãe sofre muito, eu já sofro com ela, sou filha única, e ela só tem a mim para cuidar dela...tem dias que não tenho mais forças, imagine eu também com essa doença e o que é pior quem cuidará de nós duas..."desculpe o desabafo"..

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  5. tenho tremor essencial, não estou conseguindo trabalhar posso aposentar

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  6. oiii....doutor...sou estagiária de fisioterapia queria saber quais exercicíos sao indispensáveis para minha paciente..pois no momneto ela~´e muito independente...quais exercicios ativos exemplifique por favor!!abraços

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  7. oi doutor fiz exame de eletromiografia e o rezultado foi ,tremor de repouzo dos mmss 7 ciclos por segundo ,gostaria de saber se e doença de parkson ,tenho direito a auxilio doença tenho maioria dos sintomas assima ,pode ser parkson ?

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  8. tenho tremor essencial não estou conseguindo nem prencher fichade emprego ja perdi varios empregos por conta disso posso me aposentar por isso

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  9. trabalho em uma empresa a 22 anos a 07 anos atras desenvovi tremor essencia.diabéte. e impertenssão. não concigo escrever minhas mãos treme contribui com o inss 27 anos tenho 62 anos pretendo aposentar p/ me tratar a pergunta é o inss vai aceitar. me ajude OBRIGADO. .

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  10. Trabalho Em Uma Empresa. a 22 Anos. A 10 Anos Desenvovi Tremor Essencial. Tiabéte. e Pressão Arterial Elevada. Tomo Remédio p/ O Tremor.p/O Diabéte E P/ Controlar A Pressão.Tenho 62 anos Contribui Com O Inss 27 Anos. Preciso Afastar Do trabalho Por Definitivo p/Tratamento.A Pergunta É.Terei Que Contratar Um Advogado. P/Entrar Com O Pedido No Inss Atenciosamente. JOSÉ TEIXEIRA CURITIBA PR

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  11. Sílvia Barão Freire Vieira19 de dezembro de 2011 04:30

    Minha mãe tem 84 anos e sofre de MP há mais ou menos 6 anos. Seu estado piorou nos últimos 6 meses. Há 3 meses fez uma gastrostomia e atualmente sente dificuldades para respirar. Toma muitos remédios: Prolopa, Akineton, Risperidona, Liptor, Dilacoron, Macrodantina (uso contínuo devido à uma infecção urinária que persiste há mais de 3 anos), citalopran (anti-depressivo) e omeprazol. Sinto que seu estado já é bastante grave e me incomoda pensar que está piorando e o quanto ainda vai piorar. Li que talvez seja indicação de uma traqueostomia. Gostaria de saber sua opinião. Grata.

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  12. Boa tarde Rafael
    Minha mãe tem parkinsom, toma Prolopa. Antes, ela já tomava o Risperidona.. aí parou o Riss e ficou com Prolopa, Stabyl.. Só que ela ficou extremamente agitada e tremendo muito mais. Ao voltar com o Risperidona e sem o Staby, mas somente com o Riss e Prolopa, ela melhorou muiiiiiiiiiito... Aí depois de 10 dias , voltou a ficar agitada. A neuro receitou a RISPERIDONA 3 vezes ao dia de 1 mg. Só que eu reparei que a Ris tomada depois do Prolopa, faz meio que efeito ao contrario, ela fica muito agitada e tomanfo o Riss antes do Prolopa , ela fica melhor.. Sendo assim , estou dando o Prolopa 1 hora depois do Riss. E ela melhora . Tem explicação para isto?
    Obrigada!
    Eliane

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  13. Descobri que tenho Parkinson ha dois anos e meio, entre os sintomas desagradáveis o pior deles é dificuldade para evacuar e um desconforto epigástrico constante perdi o apetite e ando lábil o tempo todo... tenho medo dos sintomas futuros e não paro de pensar tenho 62 anos tomo Prolopa ha dois anos e também Etacampona, engasgo com facilidade e antidepressivo não tomo pois tenho arritimia , nao consigo expressar o pensamento tenho lentidão na fala as pessoas se irritam com isso....o cérebro super lúcido e acelerado mas não consigo expressar, bem foi só um desabafo....grata Elisabete

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  14. Minha mãe tem 70 anos, estamos fazendo exames pois o neuro acha que ela tem Parkison, mas como não apareceu nada na Tomografia, ele pediu para fazer uma ressonancia.
    Já tem uns dois anos que ela está tendo alucinações, mesmo antes de saber sobre isso, ela ainda nem tomava rémedios para o parkison. Essas alucinações são da doença? Ela ve gente invadindo nossa casa e na maioria das vezes confundi formas e objetos com pessoas... exemplo ela vê minha cama bagunçada, com cobertor e travesseiro, então ela diz que sou eu, que eu estou inerte na cama, já chamou até os vizinhos dizendo que sou eu morta... isso é da doença também?

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  15. Ola fui diaguinosticada com parkinson com 49 anos sinto muito desconforto no corpo todo sinto muitas dores dificuldade para comer levar o garfo até a boca é estresante prefiro comer um pedaço de pão ao prato de comida tomo muitos remedios tenho dificuldade para dormi faço ginastica localisada para mexer o corpo todo faço zumba em casa porque ñ consigo acompanha a professora que faz os movimentos muito rapido tudo está ruim mais Deus é tão bom que com toda essas dores e dificuldade consigo cuida da minha neta que tem 6 meses do banho troco fraldas dou papinha minha neta faz com que eu tenha vontade de viver ainda faço bonecas de pano que vendo na feirarte da minha cidade tds os sabado ñ é facil viver com essa MALDITA DOENÇA CHAMADA DE PARKINSON ESTOU ME ESFORÇANDO O MAXIMO MAIS TA DIFICIO DESCUPA Ñ CONSIGO ACEITA

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  16. olá, meu pai tem 74 anos e tem parkinson, seu medicamento é o Prolopa, tbm é hipertenso, mas de uns tempo pra cá tem tido quedas de pressão, momento seu medicamento para pressão está supenso pois sua pressão está normal. Mas mesmo sem medicar-se pra pressão tem tido quedas de pressão chegando a ter desmaios. Isto pode estar associado ao parkinson?

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  17. olá, meu pai tem 74 anos e tem parkinson, seu medicamento é o Prolopa, tbm é hipertenso, mas de uns tempo pra cá tem tido quedas de pressão, momento seu medicamento para pressão está supenso pois sua pressão está normal. Mas mesmo sem medicar-se pra pressão tem tido quedas de pressão chegando a ter desmaios. Isto pode estar associado ao parkinson?

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  18. olá tenho muitas contrações de mega esofago diáriamente e nem estou conseguindo mais trabalhar. tenho mega esófago por acalásia do cardia .Fui operada em 2011 e continua da mesma forma. Não aguento de tanta dor dedaixo das orelhas ,mandíbulas e dor forte no peito frequentemente. por favor me oriente. devo procurar um advogado. pois no trabalho começa as dores tenho que ir pro banheiro, não aguento mais. obrigada

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  19. Olá! Tenho 39 anos e há 7 descobri que tenho essa enfermidade, tenho todos esses sintomas e agora pra ficar pior todas as minhas juntas doem mas doe muito, tenho vergonha de sair, de ter o convívio com as pessoas... Tem horas que tenho vontade de sumir, não tenho mãe, pai e irmã moram distante, minha filha só tem 12 anos e já percebi q está com vergonha e meu marido está presente mas já está sem paciência e eu de saco cheio!!!

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  20. Pessoal, li seus comentarios, sonhos, tristezas. O que posso dizer é que desejo tudo de bom pra todos vocês. Sejam guerreiros por mais que isto seja dificil

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  21. Bom dia a todos que assim como eu estão lutando contra essa doença bom.vai o meu relato fui diagnosticado com (DP)com 45 anos
    hoje estou com 49 sempre fui muito ativo tinha uma microempresa
    trabalhava assoviando feliz da vida casado situação finaceira rasoavelmente estável até que comecei a ficar mais lento e sentir
    me sem forças apesar de ter um bom porte fisico pra vcs terem uma idéia antes disso eu conseguia levantar um automóvel pelo parachoque!!! pois é agora pra levantar uma bicicleta já ta dificil
    em resumo perdi as forças a empresa o casamento e tenho que fazer milagre com um salário miserável de R$ 788.00 mesmo assim
    faço o mair esforço pra continuar independente moro só na minha
    casa própria ainda dirijo meu carro enquanto não vencer minha habilitação duvido muito que conseguirei renovar por causa da rigides e visão prejudicada vou até parar por aqui agora são 4:30
    da manhã e nem sinal de sono emfim só mais um desabafo de um
    parkinsoniano que ainda sonha em dormir e acordar bom de saúde
    como éra a 5 anos atrás

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    1. Olá Paulo!
      A Vida continua! Não desanime, certamente existe alguém que te importa... Pense nesta pessoa e lute contra os sintomas, faça sua fisioterapia todos os dias, tome sua medicação religiosamente e viva a vida! Eu sou parkinsoniana também, não sei qual sua religião, mas acredito que se Deus permitiu é porque precisamos crescer espiritualmente. Não podemos desperdiçar vida, temos que vivê-la intensamente mesmo com essa doença que nos maltrata tanto.... Permita-me dar um " pitaco"? Na sua cidade tem Rede Sarah? Você já deve conhecer, é uma rede de hospitais voltada unicamente à Reabilitação Neurológica,... Atualmente estou em tratamento na unidade do Rio de Janeiro, tem inúmeras atividades, fora o tratamento, com neurologistas, fisioterapeutas, psicólogos, tem também uma enfermagem fantástica que cuida de cada paciente como se fosse o único. Se você quiser conversar me escreva, vou gostar muito de poder ser útil à você! Meu e mail: anna_xv@yahoo.com.br
      Um beijo!
      Ana

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    2. Olá Paulo!
      A Vida continua! Não desanime, certamente existe alguém que te importa... Pense nesta pessoa e lute contra os sintomas, faça sua fisioterapia todos os dias, tome sua medicação religiosamente e viva a vida! Eu sou parkinsoniana também, não sei qual sua religião, mas acredito que se Deus permitiu é porque precisamos crescer espiritualmente. Não podemos desperdiçar vida, temos que vivê-la intensamente mesmo com essa doença que nos maltrata tanto.... Permita-me dar um " pitaco"? Na sua cidade tem Rede Sarah? Você já deve conhecer, é uma rede de hospitais voltada unicamente à Reabilitação Neurológica,... Atualmente estou em tratamento na unidade do Rio de Janeiro, tem inúmeras atividades, fora o tratamento, com neurologistas, fisioterapeutas, psicólogos, tem também uma enfermagem fantástica que cuida de cada paciente como se fosse o único. Se você quiser conversar me escreva, vou gostar muito de poder ser útil à você! Meu e mail: anna_xv@yahoo.com.br
      Um beijo!
      Ana

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    3. Procurem DR AUGUSTO VINHOLIS, ele tratará de sua doença de forma NATURAL. é caro mas vale cada centavo, pesquisem you tube google e tirem sua conclusões, há neurologista, nada VAI RESOLVER

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    4. Procurem DR AUGUSTO VINHOLIS, ele tratará de sua doença de forma NATURAL. é caro mas vale cada centavo, pesquisem you tube google e tirem sua conclusões, há neurologista, nada VAI RESOLVER

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  22. Caríssimos! Tenho P.D, há 5 anos e estou bem. Já ouviram falar da Mucuna Pruriens? Tem L-Dopa natural e o extracto em pó é altamente biodisponivel . Alcança muito mais depressa o cérebro do que os químicos.
    Pode.se tomar com qq medicação mas é melhor falar com o neurologista. Eu não falei, arrisquei e substituí a dose da manhã por Mucuna e também a dose da tarde. neste momento tive q parar um bocadinho porque estava a tomar também Vitamina C, Vit D, Complexo B, ácido fólico e estava a ficar agoniada, o fígado a dar sinal.
    Fiquei só com os químicos mas vou voltar á Mucuna logo que possa. Já sabem do NEUPRO? Adesivos transdérmicos que lançam dopamina no sangue durante 24h e depois troca.se. Só com receita médica.Já agora uma cientista japonesa Jun Takahashi anunciou dia 15 de Outubro de 2014, que em 2018 ia ter no mercado um tratamento com células tronco! Israel diz que em 2016 tem o Newron (células tronco) pronto tb para começar os tratamentos. Aguentem firme a cura está aí á porta. Saúde para todos. Muita Fé que vai tudo correr bem meus Amigos

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    1. Amigo aonde encontrar esse adesivo da dopamina

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  23. com 5 anos de doença de parkinsom 80-0 de incapacidade a piorar trabalhei 41 anos fabrica de celulose a lidar com cloro açidos varios soda caustica e outros reformado por invalides 41 anos em turnos rotativos o parkinsom tem a ver com toxitos falta ar

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  24. Bom dia. Minha mãe tem 67 anos e há 8 anos foi diagnosticada com Parkinson. Do nada, há 6 meses atrás os tremores pararam , mas agora ela tem alucinações fortes, quer mudar de casa, pois acredita ser algo espiritual. Trocamos de neurologista que diminuiu o prolopa de 4 para 3 comprimidos ao dia e em 15 de janeiro voltaremos para reavaliar. O problema é que as alucinações estão cada vez mais intensas e, embora sejam coisas irreais, ela acredita serem verdadeiras e está sofrendo muito. Li artigos que afirmam que a amantadina também causa alucinações e gostaria de sua orientação, pois sugeri à nova neurologista diminuir a amantadina ou mesmo tirá-la, mas ela quer ir aos poucos para avaliar com calma, mas isso está fazendo minha mãe sofrer muito e meu pai só chora de ver como esposa dele está e ele não consegue fazer nada. Me oriente, por favor. Somos de campinas/ SP. Obrigada.

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  25. Oi passei por aqui para dizer que ainda não desisti

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  26. oi amigos, com tudo isso que li, e li de todos, digo a vcs que meu esposo tem parkinson ha uns cinco anos e quando descobriu o chão se abriu. extremamente trabalhador, e é com muito amor da familia e dos amigos que estamos vencendo essa doença, principalmente lidando com ele com o jeito mais natural possível, a diversão. Ele mesmo faz piadas sobre sua lentidão e fala arrastada. Temos muita fé em Deus e foi a ele que nos apoiamos para que a vida ficasse mais tranquila com esse problema. ele faz tratamento espiritual ao qual melhorou muito suas dores no corpo e fisioterapia tres vezes na semana. Toma sua medicação rigorosamente e tem uma família linda que os ama, quatro filhos, vamos inteirar cinco netos. E temos muito amor um pelo outro.E confesso a vcs, não é nada fácil ser esposa de uma pessoa com parkinson, mas ainda é melhor do vê-lo com uma outra doença mais incapacitante. Elevem seus pensamentos a Deus e procurem viver um dia de cada vez. Um abraço a todos.

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  27. Bom dia!
    Gostaria de pedir sua ajuda , não sei nem por onde começar !, a miha mãe foi diagnosticada a 2 anos e 6 meses mais ou menos com parkinson, mas não pelos tremores e sim pela falta de equlibrio, e somente sentia os tremores quando apertava suas mãos, o olhar morteiro sabe, sem expressão facial, estava ate controlado ai de 3meses pra cá que ela deu uma piorada na rigidez, atrofiando a musculatura, fazia somente o uso de prolopa 2x ao dia , foi aumentado para 3x ao dia e acrescentado o entacapone nesses três horários, no primeiro mes foi excelente o resultado, porém agora está na mesma. mas de uma semana pra cá, ela esta apresentando bastante fraqueza em mmiiss, andando com muita dificuldade, a fala está cada dia pior bem letargica e se engasga com qualquer tipo de alimento, bebida e as vezes até com a própria saliva, ela me disse que sente como se a garganta estivesse apertada, o que eu posso estar fazendo para ajudá-la, tem algo que se possa fazer para essa melhora da fraqueza?

    Desde já agradeço sua atenção

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  28. Bom dia!
    Gostaria de pedir sua ajuda , não sei nem por onde começar !, a miha mãe foi diagnosticada a 2 anos e 6 meses mais ou menos com parkinson, mas não pelos tremores e sim pela falta de equlibrio, e somente sentia os tremores quando apertava suas mãos, o olhar morteiro sabe, sem expressão facial, estava ate controlado ai de 3meses pra cá que ela deu uma piorada na rigidez, atrofiando a musculatura, fazia somente o uso de prolopa 2x ao dia , foi aumentado para 3x ao dia e acrescentado o entacapone nesses três horários, no primeiro mes foi excelente o resultado, porém agora está na mesma. mas de uma semana pra cá, ela esta apresentando bastante fraqueza em mmiiss, andando com muita dificuldade, a fala está cada dia pior bem letargica e se engasga com qualquer tipo de alimento, bebida e as vezes até com a própria saliva, ela me disse que sente como se a garganta estivesse apertada, o que eu posso estar fazendo para ajudá-la, tem algo que se possa fazer para essa melhora da fraqueza?

    Desde já agradeço sua atenção

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  30. Bom dia!
    Gostaria de pedir sua ajuda , não sei nem por onde começar !, a miha mãe foi diagnosticada a 2 anos e 6 meses mais ou menos com parkinson, mas não pelos tremores e sim pela falta de equlibrio, e somente sentia os tremores quando apertava suas mãos, o olhar morteiro sabe, sem expressão facial, estava ate controlado ai de 3meses pra cá que ela deu uma piorada na rigidez, atrofiando a musculatura, fazia somente o uso de prolopa 2x ao dia , foi aumentado para 3x ao dia e acrescentado o entacapone nesses três horários, no primeiro mes foi excelente o resultado, porém agora está na mesma. mas de uma semana pra cá, ela esta apresentando bastante fraqueza em mmiiss, andando com muita dificuldade, a fala está cada dia pior bem letargica e se engasga com qualquer tipo de alimento, bebida e as vezes até com a própria saliva, ela me disse que sente como se a garganta estivesse apertada, o que eu posso estar fazendo para ajudá-la, tem algo que se possa fazer para essa melhora da fraqueza?

    Desde já agradeço sua atenção

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